Divina Comédia  2ºMural

32m² - Colégio Dante Alighieri - São Paulo - ano 2012

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Este mural dá sequência ao primeiro painel da Divina Comédia, pintado por ocasião do centenário do Colégio Dante Alighieri.

Ele também descreve a viagem imaginária do poeta Dante Alighieri, passando pelo Inferno, Purgatório e Paraíso.

As cenas à direita ilustram o baixo Inferno: no canto superior está representada a cidade de Dite, que, murada e guardada por mil demônios, separa o alto do baixo Inferno, local dos pecados mais graves. No portão da cidade, o poeta é impedido de entrar pelas Fúrias (Alecto, Megera e Tisífone) e pelos demônios, que desde logo o ameaçam. Do alto, porém, surge um anjo que, com sua luz, afasta os demônios e garante a entrada de Dante e Virgílio.

Logo abaixo, Dante aparece conversando com Ulisses, que se eleva em forma de chama. Na sequência, o poeta desce ao nono círculo auxiliado pelo gigante Anteu. Ali, se depara com um mar gelado, o Cocito, formado por todas as lágrimas choradas no Inferno. Mais acima, diagonalmente, irrompe o círculo dos suicidas, que, no Inferno, se transformam em árvore e têm seus brotos devorados por harpias. Aí transparecem, também, o círculo dos invejosos (com seus olhos costurados) e o dos luxuriosos (com suas desavenças à flor da pele).

Ao centro do painel, está retratado o Purgatório. Abaixo, recostado, nosso poeta adormece. Dante traz em sua testa sete letras “P”, que representam os sete pecados e foram marcadas pela espada do anjo guardião do Purgatório. Na jornada às esferas superiores, a cada círculo vencido, um “P” lhe é retirado, até ser finalmente aliviado dos pecados. Em seu sonho, Dante é conduzido por santa Luzia (protetora da visão), momento em que é depurado pelo fogo e coroado pelo anjo da purificação.

À esquerda, na parte inferior, vê-se representado o Paraíso Terrestre. Lá, o poeta está imerso nas águas do rio Euno, para ser, mais uma vez, purificado. Dante, em companhia das Virtudes Cardeais (Justiça, Prudência, Força e Temperança), assiste a um cortejo triunfal conduzido por um grifo (animal mítico, com corpo metade leão, metade águia). Essa cena compõe, na verdade, uma alegoria da Igreja Católica, com o grifo simbolizando o Cristo. O carro, como emblema da própria Igreja, traz quatro entalhes que representam os quatro evangelistas: Marcos (o leão) faz referência à realeza de Cristo; Lucas (o boi) evidencia-lhe a missão sacerdotal; João (a águia) determina-lhe a natureza divina; e Matheus (o anjo) indica-lhe a natureza humana. A mulher coberta por um véu não é outra senão Beatriz, que personifica a um só tempo a beleza e a pureza.

Diante do grifo, Dante arrepende-se de todos os erros. Nesse momento, Beatriz se lhe desvela aos olhos. Virtuoso, o poeta pode agora subir às instâncias celestiais. No alto, à esquerda, uma legião de anjos recebe Dante no Céu, e Beatriz revela ao poeta os nove círculos do Paraíso Celeste.

 

  

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